Review | Mortal Kombat 2: Quando abraçar sua identidade vira seu maior acerto

Dirigido por Simon McQuoid, Mortal Kombat II sabe exatamente o que quer ser, e talvez esse seja o ponto mais positivo.

O filme não tenta criar uma narrativa profunda ou um roteiro cheio de complexidade, porque esse nunca foi seu objetivo. Aqui, a proposta é simples: entregar lutas empolgantes, personagens conhecidos e uma dose de nostalgia para quem já acompanha a franquia.

A história existe mais como um caminho para levar os personagens até os combates do que como algo realmente elaborado. Existe uma missão e um objetivo claro, mas o filme não perde tempo tentando construir grandes conflitos ou diálogos longos demais. E isso funciona justamente porque o longa entende seus próprios limites. Ao invés de complicar coisas básicas, Mortal Kombat II aposta em uma narrativa direta e num ritmo que dificilmente cansa. A duração também ajuda, fazendo com que o filme continue divertido sem parecer arrastado.

Entre tantos personagens conhecidos da franquia, quem realmente rouba a cena é Johnny Cage. Interpretado por Karl Urban, o personagem funciona muito bem justamente por acertar no tom do filme. Carismático, engraçado na medida certa e sem exagerar nas piadas, Johnny acaba sendo um dos pontos mais divertidos do longa. Além disso, Karl Urban também convence nas cenas de luta, fazendo com que o personagem não fique preso apenas ao alívio cômico.

E Kitana, vivida por Adeline Rudolph, também surge como um dos pontos positivos do filme. Suas cenas de combate são empolgantes e conseguem trazer ainda mais energia para a trama, funcionando muito bem dentro da proposta do longa. Por outro lado, personagens como Sonya Blade (Jessica McNamee) e Jax Briggs (Mehcad Brooks) acabam ficando um pouco escanteados, sem tanta relevância ao longo da história. Ainda assim, isso não chega a atrapalhar a experiência, já que o filme consegue manter a diversão focando nos personagens que realmente funcionam melhor dentro da narrativa.

As cenas de luta são, sem dúvidas, o ponto mais forte de Mortal Kombat II. O filme entende que esse é o motivo principal pelo qual grande parte do público está ali e não economiza nos combates. As coreografias funcionam bem e a direção consegue aproveitar o espaço das cenas para deixar tudo mais dinâmico e empolgante. A luta entre Liu Kang (Ludi Lin) e Kung Lao (Max Huang) é um dos melhores exemplos disso, trazendo uma energia que faz as cenas realmente divertidas de assistir, principalmente para quem cresceu jogando os games.

o que achamos de mortal kombat 2
Imagem: Divulgação.

Visualmente, o filme também entende a própria identidade. Em um primeiro momento, a caracterização dos personagens pode até parecer um pouco exagerada ou brega, mas isso rapidamente faz sentido quando o longa deixa claro que não está tentando ser sério o tempo inteiro. Pelo contrário: ele abraça esse exagero e faz dele parte do charme, sem vergonha dos figurinos, poderes ou do tom mais fantasioso do universo. Mesmo com alguns momentos em que a tela verde fica perceptível, isso não chega a tirar o impacto das cenas de ação.

A trilha sonora funciona na maior parte do tempo e ajuda a manter a energia do filme, ainda que em alguns momentos pareça um pouco exagerada. Talvez o único detalhe que possa incomodar parte dos fãs seja a ausência da música clássica dos jogos, algo bastante esperado por quem acompanha a franquia há anos.

Esse definitivamente não é um filme para quem procura uma grande narrativa ou algo muito profundo, mas também nunca tentou ser isso. O longa sabe exatamente qual é sua proposta e, talvez por isso, funcione tão bem dentro do que se propõe a entregar. Sem perder tempo tentando parecer mais complexo do que realmente precisa ser, o filme aposta em lutas empolgantes, personagens carismáticos, humor na medida certa e uma nostalgia que conversa diretamente com os fãs da franquia.

Mortal Kombat II é um filme feito para divertir. É o tipo de sessão ideal para quem quer apenas assistir a bons combates, se empolgar com poderes exagerados e dar risadas no caminho. Simples, direto e sem vergonha de ser exatamente aquilo que é.

Review escrito por Isabelly Ferreira Cardoso – sob a supervisão de Robson Netto.

Onde assistir? Mortal Kombat 2 está em cartaz nos cinemas.

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