Os Cavaleiros do Zodíaco – Saint Seiya: O Começo é a primeira adaptação em live-action da franquia criada por Masami Kurumada. Lançado em 2023, o filme transforma a origem de Seiya em uma aventura de fantasia e artes marciais com duração de 113 minutos.
Dirigido por Tomek Bagiński, o longa tenta equilibrar dois desafios: apresentar o universo de Saint Seiya para quem nunca acompanhou o anime e, ao mesmo tempo, reconhecer elementos que marcaram a memória dos fãs brasileiros. O resultado é uma versão mais concentrada, centrada em Seiya e na descoberta do Cosmo.
Ficha rápida
Onde assistir Os Cavaleiros do Zodíaco – Saint Seiya: O Começo no Brasil
Streaming por assinatura
- Netflix
- Netflix Standard with Ads
Aluguel digital
- Apple TV Store
- Amazon Video
- Google Play Movies
Compra digital
- Apple TV Store
- Amazon Video
- Google Play Movies
Disponibilidade para o Brasil verificada em 11/10/2026 13:40. Catálogos podem mudar sem aviso. Dados de disponibilidade: JustWatch, via TMDB.
Sinopse de Os Cavaleiros do Zodíaco – Saint Seiya: O Começo
Seiya é um jovem órfão que participa de lutas clandestinas enquanto procura pistas sobre sua irmã desaparecida, Patricia. A vida do protagonista muda quando ele entra em contato com uma força sobrenatural que não consegue explicar: o Cosmo.
A manifestação desse poder chama a atenção de Alman Kido, um homem que conhece a origem de Sienna, uma jovem ligada a uma antiga força divina. Seiya descobre que Sienna é a reencarnação de Atena e que pode ser o único capaz de protegê-la.
Para cumprir essa missão, ele precisa aprender a controlar o Cosmo e assumir o posto de Cavaleiro de Pégaso. No caminho, enfrenta adversários interessados no poder de Sienna e precisa lidar com uma questão menos fantástica, mas decisiva: aceitar que seu destino não pode ser separado para sempre das pessoas que ama.
O filme apresenta essa trajetória como uma história de origem. Por isso, a narrativa se concentra mais na transformação individual de Seiya do que na formação completa do grupo de Cavaleiros de Bronze. A descrição acima não revela o desfecho nem as principais reviravoltas.

Elenco e personagens
Mackenyu como Seiya
Mackenyu interpreta o protagonista, um jovem impulsivo, habilidoso no combate e movido pela busca da irmã. A versão cinematográfica começa com Seiya distante do herói mitológico conhecido pelos fãs: ele ainda não domina o Cosmo e não compreende a dimensão da responsabilidade que irá receber.
Madison Iseman como Sienna/Atena
Madison Iseman vive Sienna, personagem que funciona como o centro da disputa pelo poder divino. O filme explora a tensão entre a identidade cotidiana da jovem e a presença de Atena, sem reproduzir integralmente a trajetória da personagem no anime.
Sean Bean como Alman Kido
Sean Bean interpreta Alman Kido, figura responsável por apresentar a Seiya o conflito maior por trás dos acontecimentos. Ele ocupa uma posição semelhante à de um mentor e articulador, conectando a vida do protagonista à mitologia de Atena.
Famke Janssen como Guraad
Famke Janssen interpreta Guraad, antagonista que enxerga o poder de Atena como uma ameaça à humanidade. Sua presença ajuda a deslocar o conflito para uma questão de controle: quem deve decidir o destino de uma força capaz de alterar o equilíbrio do mundo?
Diego Tinoco como Nero, o Cavaleiro de Fênix
Diego Tinoco vive Nero, um combatente associado à Fênix. O personagem representa uma ameaça física e dramática para Seiya, além de trazer ao live-action um dos símbolos mais reconhecíveis da mitologia de Saint Seiya.
Outros nomes do elenco
Mark Dacascos interpreta Mylock, Nick Stahl aparece como Cassios e Caitlin M. Hutson interpreta Marin, a guerreira ligada ao treinamento de Seiya. A equipe também conta com Katie Moy na voz de Marin.
Inspirações e diferenças em relação ao anime
O ponto de partida do longa é o mangá Saint Seiya, publicado por Masami Kurumada a partir de 1985, e o anime que ampliou a popularidade da obra a partir de 1986. No Brasil, a série animada ganhou uma dimensão cultural própria depois de sua exibição na Rede Manchete, nos anos 1990.
O live-action, porém, não tenta transportar toda a estrutura da animação para um único filme. A Guerra Galáctica, a reunião do quinteto clássico e a progressão mais ampla dos arcos são deixadas em segundo plano. Em vez disso, o roteiro escolhe acompanhar a origem de Seiya e sua entrada no universo dos Cavaleiros.
Essa escolha torna a história mais acessível para o público que não conhece a franquia, mas também reduz a sensação de saga coletiva que marcou o anime. Para os fãs, a ausência ou a transformação de determinados elementos pode parecer uma simplificação; para os novatos, ela evita uma exposição excessivamente carregada de nomes e conceitos.

Referências e influências
A mitologia grega continua sendo a base conceitual da história. Atena, os Cavaleiros e a ideia de proteger a humanidade a partir de uma ordem guerreira permanecem no centro da adaptação. O Cosmo também é tratado como uma energia interior que precisa ser despertada e dominada.
O filme combina essa herança mitológica com uma linguagem de aventura contemporânea. As lutas clandestinas do início, o treinamento físico e a descoberta gradual dos poderes aproximam o longa de histórias de origem de super-heróis. A jornada de Seiya pode ser lida como a passagem de um jovem guiado pela sobrevivência para alguém disposto a assumir uma responsabilidade maior.
Visualmente, a produção procura traduzir as armaduras para o live-action sem reproduzir de maneira literal todos os excessos do desenho. A proposta é que elas tenham uma aparência mais próxima de peças protetoras e de uma estética medieval, preservando símbolos ligados aos Cavaleiros.
Curiosidades sobre o filme
- Primeiro live-action da franquia: a produção levou os Cavaleiros para uma interpretação com atores reais, depois de décadas de presença em mangá, anime, brinquedos e outras mídias.
- Produção internacional: o filme reúne profissionais e empresas de diferentes países, com envolvimento da Sony e da Toei Animation. As filmagens passaram por Hungria e Croácia.
- Coreografias de ação: as sequências de combate foram desenvolvidas com a participação de Andy Cheng, profissional conhecido pelo trabalho em cenas de ação.
- Uma história mais focada: em vez de apresentar de imediato todos os Cavaleiros de Bronze, o longa concentra sua primeira aventura em Seiya, Sienna e na descoberta do Cosmo.
- A armadura como tradução visual: a adaptação procura fazer com que as armaduras funcionem dentro de um cenário físico, mantendo a ligação com os símbolos do material original.
Bastidores da produção
O diretor Tomek Bagiński chegou ao projeto com experiência em animação, efeitos visuais e curtas digitais. Essa trajetória é importante para entender o equilíbrio buscado pelo filme: a produção precisava materializar poderes e armaduras fantásticas, mas sem abandonar a fisicalidade das lutas.
A presença da Toei Animation aproxima o longa da tradição japonesa da franquia, enquanto a produção internacional amplia a escala e modifica a aparência do universo conhecido pelos fãs. O resultado combina locações reais, treinamento corporal dos atores e efeitos digitais para representar o Cosmo.
Masami Kurumada acompanhou etapas do desenvolvimento e participou das discussões sobre o visual das armaduras. A inspiração medieval adotada na produção funciona como uma tentativa de dar peso e textura às peças, afastando-as de uma aparência exclusivamente tecnológica.
O filme também foi pensado como uma possível porta de entrada para novas histórias. No entanto, sua existência não deve ser confundida com a confirmação de uma sequência ou de uma franquia cinematográfica em andamento.

Outros trabalhos do diretor Tomek Bagiński
Antes de comandar Os Cavaleiros do Zodíaco – Saint Seiya: O Começo, Tomek Bagiński dirigiu e produziu projetos ligados à animação, à fantasia e à ficção científica. Entre os títulos associados à sua filmografia estão Katedra (2002), Fallen Art (2004), Ambition (2014), Grunwald: Walka 600-lecia (2010) e os projetos da série Legendy Polskie, incluindo Twardowsky e Twardowsky 2.0.
Essa experiência ajuda a explicar o interesse por mundos estilizados e narrativas de forte componente visual. O live-action de Saint Seiya é, contudo, uma produção de escala e linguagem diferentes dos trabalhos mais curtos pelos quais o diretor também é conhecido.
Filmes parecidos para assistir depois
Quem gostou da mistura de mitologia, artes marciais e aventura pode encontrar pontos de contato em O Reino Proibido (2008), que combina fantasia e treinamento marcial em uma jornada de descoberta. A recomendação faz sentido especialmente para quem procura uma aventura com herói jovem e referências a tradições orientais.
Batman: A Perdição Chegou a Gotham (2023) também pode interessar ao público que gosta de adaptações de personagens conhecidos em versões mais fantásticas e sombrias. Já Doutor Estranho (2016) trabalha a ideia de um protagonista que precisa dominar uma força extraordinária antes de assumir uma função maior.
Para quem prefere histórias de equipes e mitologias de super-heróis, Liga da Justiça: Deuses e Monstros (2015) oferece outra abordagem para personagens conhecidos em um universo alternativo.

Vale a pena assistir?
Os Cavaleiros do Zodíaco – Saint Seiya: O Começo vale principalmente como uma curiosidade para quem deseja ver a franquia em live-action e como uma introdução simplificada à relação entre Seiya, Atena e o Cosmo.
O longa funciona melhor quando assume a estrutura de uma aventura de origem: um jovem sem respostas, uma força escondida e a necessidade de escolher entre continuar fugindo ou aceitar uma responsabilidade maior. As cenas de ação são o principal atrativo para quem procura fantasia com combates físicos.
Por outro lado, espectadores que esperam a mesma escala emocional, o mesmo grupo de protagonistas e a mesma construção épica do anime podem sentir falta de elementos importantes. O filme não substitui a experiência de Saint Seiya em sua forma original; ele oferece uma releitura compacta, com alterações necessárias para caber em uma única história de cinema.
Assista ao trailer:
Como porta de entrada, pode despertar interesse pela obra de Masami Kurumada. Como adaptação para fãs antigos, deve ser visto com expectativas ajustadas: é uma interpretação do começo da jornada, não uma reprodução completa da saga.
Perguntas frequentes
Qual é a história de Os Cavaleiros do Zodíaco – Saint Seiya: O Começo?
O filme acompanha Seiya, um jovem órfão que procura a irmã desaparecida e descobre o Cosmo. Ao conhecer Alman Kido e Sienna, ele percebe que precisa se tornar o Cavaleiro de Pégaso para proteger a reencarnação de Atena.
Quem interpreta Seiya no live-action de Saint Seiya?
Mackenyu interpreta Seiya, o protagonista que desperta o Cosmo e inicia sua transformação em Cavaleiro de Pégaso.
O filme adapta fielmente o anime Os Cavaleiros do Zodíaco?
Não completamente. O longa usa elementos do mangá e do anime, mas concentra a narrativa na origem de Seiya, reduz a participação do grupo clássico e reorganiza personagens e acontecimentos para uma história de cinema.
Os Cavaleiros do Zodíaco – Saint Seiya: O Começo tem continuação?
O filme foi concebido com possibilidade de novas histórias, mas não há uma continuação incluída na narrativa do longa. A existência de um próximo filme depende de decisões de produção e distribuição.
Dados e imagens: TMDB. Disponibilidade: JustWatch, via TMDB. This product uses the TMDB API but is not endorsed or certified by TMDB.
