Quem gosta de Mortal Kombat geralmente não procura apenas um filme de ação comum. A graça está na mistura de pancadaria estilizada, personagens com presença forte, visual marcante, fantasia de poder e cenas que parecem sair direto de um jogo, uma HQ ou de uma franquia que sabe exatamente o público que quer atingir.
Nos últimos anos, alguns filmes conseguiram conversar muito bem com esse tipo de experiência. São produções que apostam em combates coreografados, violência gráfica, humor, mundos próprios e personagens que carregam uma identidade visual muito clara. Algumas vêm dos games, outras dos quadrinhos, do cinema de ação ou de franquias clássicas reinventadas.
A lista abaixo reúne cinco títulos recentes que funcionam muito bem para quem quer adrenalina, universo pop e ação com personalidade. Não são filmes iguais entre si, mas todos têm algo em comum: entregam cenas de impacto, personagens memoráveis e uma energia parecida com aquela sensação de “fase final” que acompanha Mortal Kombat.
Mortal Kombat
Lançado em 2021, Mortal Kombat marcou uma nova tentativa de levar a famosa franquia dos games para o cinema, desta vez com um tom mais violento e próximo da brutalidade que sempre fez parte dos jogos. Dirigido por Simon McQuoid, o filme foi pensado como um reboot com classificação adulta, apostando em combates mais físicos, poderes bem definidos e mortes que dialogam diretamente com os famosos fatalities.

O elenco reúne nomes ligados ao cinema de ação, artes marciais e televisão, como Lewis Tan, Joe Taslim, Jessica McNamee, Ludi Lin, Mehcad Brooks, Chin Han, Hiroyuki Sanada e Tadanobu Asano. Essa combinação ajuda a dar ao filme uma dinâmica de equipe, como se cada personagem estivesse sendo apresentado antes de entrar em um grande torneio.
O ponto mais interessante do longa está justamente nessa lógica de recrutamento. A trama funciona como uma preparação para algo maior, apresentando guerreiros, habilidades, rivalidades e conflitos que constroem o universo da franquia. Para quem gosta da mitologia dos games, o filme chama atenção pelo cuidado visual com os poderes e pela tentativa de transformar cada luta em um momento de identidade própria.
Com nota 6,1/10 no IMDb, Mortal Kombat segue como uma opção direta para quem busca ação, fantasia e brutalidade sem muita enrolação. No Brasil, o título aparece em streaming via Max/HBO Max e também em opções de aluguel ou compra digital.
John Wick: Chapter 4
Se Mortal Kombat trabalha a pancadaria pelo lado da fantasia e dos poderes, John Wick: Chapter 4 leva a ação para uma coreografia quase operística. Dirigido por Chad Stahelski, o quarto filme da saga amplia a mitologia do submundo dos assassinos e transforma cada sequência de combate em uma espécie de espetáculo visual.

O elenco é um dos grandes atrativos da produção. Keanu Reeves retorna como John Wick, acompanhado por nomes como Donnie Yen, Bill Skarsgård, Laurence Fishburne, Hiroyuki Sanada, Shamier Anderson, Rina Sawayama e Ian McShane. A presença de Donnie Yen e Hiroyuki Sanada reforça ainda mais o peso das cenas de luta, trazendo uma elegância física que combina muito bem com o estilo da franquia.
O filme foi tratado como um grande evento de ação em 2023. Em vez de apenas repetir a fórmula dos anteriores, ele expande a escala da história, muda cenários, aumenta os desafios e entrega algumas das sequências mais lembradas do cinema de ação recente. A violência aqui é estilizada, precisa e construída com atenção ao movimento, como se cada confronto tivesse ritmo próprio.
Com nota 7,6/10 no IMDb, John Wick: Chapter 4 é uma ótima pedida para quem gosta de combate coreografado, personagens silenciosos e ação levada ao limite. É menos fantasioso que Mortal Kombat, mas tem a mesma lógica de duelo, resistência e impacto físico.
Deadpool & Wolverine
Deadpool & Wolverine, dirigido por Shawn Levy, entra na lista pelo lado mais pop, caótico e autorreferente da pancadaria. O filme foi vendido como um encontro explosivo entre dois personagens muito populares da cultura pop: Deadpool, vivido por Ryan Reynolds, e Wolverine, interpretado novamente por Hugh Jackman.

O elenco ainda conta com Emma Corrin, Morena Baccarin, Rob Delaney, Leslie Uggams, Karan Soni e Matthew Macfadyen. A Marvel tratou o projeto como um evento de grande escala, reforçando que o filme não era apenas uma continuação numerada de Deadpool, mas um encontro entre duas figuras com personalidades muito diferentes e um atrito constante em cena.
A força do filme está nesse choque entre humor, violência, nostalgia e espetáculo. Deadpool quebra a lógica tradicional dos filmes de super-herói, enquanto Wolverine carrega uma presença mais física, bruta e emocional. Juntos, eles criam uma dinâmica baseada em provocação, golpes, regeneração, referências e caos controlado.
Com nota 7,5/10 no IMDb, Deadpool & Wolverine funciona muito bem para quem procura ação com identidade pop, violência estilizada e personagens que parecem grandes ícones jogáveis. É uma escolha certeira para quem gosta de filmes que assumem o exagero como parte da diversão.
O Predador: A Caçada
Conhecido originalmente como Prey, O Predador: A Caçada foi dirigido por Dan Trachtenberg e trouxe uma renovação importante para a franquia Predador. Em vez de seguir o caminho de continuações cheias de conexões, o filme aposta em uma história mais direta, ambientada no século XVIII, com foco em caça, sobrevivência e confronto físico.

A protagonista é Naru, vivida por Amber Midthunder, uma jovem guerreira que precisa enfrentar uma ameaça muito mais avançada e brutal do que qualquer coisa que conhece. O elenco também inclui Dakota Beavers, Stormee Kipp, Michelle Thrush, Julian Black Antelope e Dane DiLiegro.
A grande sacada do filme está em reduzir a escala para aumentar a tensão. O Predador volta a ser uma criatura ameaçadora, quase imbatível, enquanto a protagonista precisa usar inteligência, observação e resistência para sobreviver. Essa estrutura aproxima o longa de uma experiência de duelo, em que cada movimento pode definir quem continua de pé.
Com nota 7,1/10 no IMDb, O Predador: A Caçada é uma das melhores escolhas para quem gosta de ação com brutalidade, tensão e sensação de sobrevivência. Ele não tem o humor ou o exagero visual de Mortal Kombat, mas compartilha o prazer de ver um combate desigual se transformar em uma disputa intensa.
Trem-Bala
Dirigido por David Leitch, Trem-Bala leva a ação para um espaço fechado, acelerado e cheio de personagens excêntricos. O filme reúne Brad Pitt, Aaron Taylor-Johnson, Brian Tyree Henry, Joey King, Andrew Koji, Hiroyuki Sanada, Sandra Bullock e Michael Shannon em uma trama que mistura assassinos, missões cruzadas, humor e violência coreografada.

O longa chamou atenção nas bilheterias norte-americanas e se destacou como uma ação estilizada, colorida e pop. A ambientação dentro de um trem ajuda a criar uma estrutura quase episódica, em que cada vagão, encontro ou confronto parece uma nova fase. Essa sensação aproxima o filme de uma lógica de videogame, com personagens entrando e saindo de cena como adversários inesperados.
O que torna Trem-Bala interessante é o equilíbrio entre pancadaria e comédia. O filme não leva tudo tão a sério, mas também sabe montar cenas de ação com ritmo e impacto. A violência é estilizada, os personagens são caricatos na medida certa e a estética ajuda a criar uma identidade muito reconhecível.
Com nota 7,3/10 no IMDb, Trem-Bala é uma boa opção para quem quer ação rápida, visual marcante e humor no meio do caos. Dentro desta lista, é o título mais leve, mas ainda conversa com quem gosta de filmes cheios de energia, golpes, reviravoltas e personagens exagerados.
Uma lista para quem quer ação com personalidade
Pensando na proximidade com o clima de Mortal Kombat, a ordem mais natural seria começar pelo próprio Mortal Kombat, seguir para O Predador: A Caçada, passar por John Wick: Chapter 4, entrar no caos pop de Deadpool & Wolverine e terminar com o ritmo acelerado de Trem-Bala.
Cada filme trabalha a ação de um jeito. Um vem dos games, outro da sobrevivência, outro da coreografia extrema, outro dos quadrinhos e outro da comédia violenta. Mesmo assim, todos entregam algo que conversa com o mesmo público: combates marcantes, personagens fortes, universo visual próprio e aquela sensação de que a próxima cena pode virar uma luta decisiva.
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