“O Morro dos Ventos Uivantes” | Tudo o que você precisa saber sobre o filme

O Morro dos Ventos Uivantes de 2026 traz Margot Robbie e Jacob Elordi em uma releitura gótica, sensual e intensa do clássico de Emily Brontë.

O novo O Morro dos Ventos Uivantes chega aos cinemas em fevereiro como uma releitura livre, intensa e deliberadamente provocadora de um dos romances mais conhecidos da literatura inglesa.

Dirigido por Emerald Fennell, o filme se afasta do formato clássico de drama de época e aposta em uma abordagem sensorial, marcada por erotismo, obsessão e desejo de vingança. No centro dessa história estão Margot Robbie e Jacob Elordi, formando um casal que já aparece como um dos mais comentados da temporada.

Assista ao trailer dublado:

Inspirado de forma solta no livro de Emily Brontë, publicado em 1847, o longa não tenta reproduzir o romance página por página. A própria escolha do título original, com aspas, sinaliza uma adaptação consciente da liberdade criativa adotada. A proposta aqui é tratar o material como algo vivo, deslocando o foco para as emoções extremas que sempre estiveram no coração da obra.

Um romance gótico pensado para o cinema atual

Classificado como romance dramático gótico, o filme trabalha temas como amor destrutivo, ressentimento social, desejo reprimido e ciclos de violência emocional. Com cerca de duas horas e dezesseis minutos de duração e classificação indicativa elevada em mercados internacionais, a narrativa se apoia em cenas intensas e em uma atmosfera carregada, distante de qualquer romantização confortável.

A história se passa em meio a paisagens áridas do interior de Yorkshire, onde duas famílias, os Earnshaw e os Linton, vivem em propriedades vizinhas. Nesse cenário isolado surge Heathcliff, um órfão acolhido pelos Earnshaw, que desenvolve uma ligação profunda com Catherine Earnshaw. O relacionamento dos dois cresce de forma quase selvagem, marcado por paixão e conflito, sempre atravessado pelas rígidas divisões de classe da sociedade local.

Quando Catherine escolhe se casar com Edgar Linton, atraída pela segurança e pelo status, Heathcliff desaparece. Seu retorno anos depois, agora rico e endurecido, coloca em movimento uma cadeia de vingança que afeta não apenas os envolvidos diretos, mas também as gerações seguintes. A nova adaptação intensifica esse percurso, destacando o lado obsessivo e tóxico da relação como motor dramático.

Margot Robbie e Jacob Elordi no centro da narrativa

Margot Robbie interpreta Catherine Earnshaw como uma mulher impulsiva, presa entre o desejo absoluto por Heathcliff e as convenções sociais que moldam suas escolhas. A personagem ganha contornos mais explícitos de conflito interno, reforçando a ideia de que suas decisões não são apenas românticas, mas também políticas e sociais.

O Morro dos Ventos Uivantes em nova versão: guia completo do filme - Margot Robbie
Imagem: Divulgação

Jacob Elordi assume o papel de Heathcliff, figura que concentra amor, ressentimento e violência emocional. Sua trajetória no filme parte da marginalização e caminha para um projeto calculado de vingança, construído com base em humilhações acumuladas ao longo da vida. A química entre Robbie e Elordi é um dos elementos mais comentados nas primeiras reações, muito por conta da carga física e emocional das cenas compartilhadas pelos dois.

jacob elordi em o morro dos ventos uivantes
Imagem: Divulgação

O elenco de apoio reúne nomes como Hong Chau, Shazad Latif, Alison Oliver, Martin Clunes e Ewan Mitchell, ampliando o universo dramático e ajudando a sustentar a tensão ao longo da narrativa.

Emerald Fennell e a leitura ousada do clássico

Conhecida por filmes que exploram relações de poder, desejo e violência simbólica, Emerald Fennell deixa claro que esta não é uma adaptação tradicional. Assim como em seus trabalhos anteriores, a diretora mistura gêneros e referências, flertando com o melodrama, o horror psicológico e até momentos de humor ácido.

Entre as inspirações declaradas estão obras de cineastas como David Cronenberg, Baz Luhrmann, Park Chan wook e Sofia Coppola. Esse repertório ajuda a entender o tom do filme, que se aproxima mais de um romance gótico estilizado do que de um drama histórico convencional. O resultado é uma narrativa que dialoga com o público contemporâneo sem abandonar a essência sombria do texto original.

Produção, estúdios e escolhas de mercado

O filme é uma produção da LuckyChap Entertainment, empresa de Margot Robbie, em parceria com a MRC. A distribuição mundial ficou a cargo da Warner Bros. Pictures, que garantiu lançamento exclusivo nos cinemas.

Antes disso, houve uma disputa intensa pelos direitos de distribuição. Plataformas de streaming chegaram a apresentar ofertas mais altas, mas a equipe criativa optou por um acordo que priorizasse a exibição nas salas de cinema e uma campanha de marketing robusta. A decisão reforça a ideia de experiência cinematográfica como ponto central do projeto.

Locações reais e impacto visual

Grande parte das filmagens aconteceu em cenários naturais nos moors ingleses, com destaque para o Yorkshire Dales National Park e regiões como Arkengarthdale, Swaledale e Calderdale. Essas paisagens abertas, ventosas e ásperas ajudam a traduzir visualmente o isolamento e a brutalidade emocional da história.

As cenas de interiores foram rodadas nos estúdios da Sky Studios Elstree, permitindo um controle maior sobre cenografia e iluminação. Moradores locais relataram a movimentação da equipe durante as filmagens, e órgãos de turismo britânicos já observam um aumento no interesse por roteiros ligados ao universo das irmãs Brontë.

Trilha sonora e o diálogo com a cultura pop

Um dos diferenciais mais comentados do projeto é a presença de Charli XCX na trilha sonora. A cantora assina músicas originais e lançou um álbum associado ao filme, criando uma ponte direta entre o romance gótico do século XIX e a estética pop contemporânea.

As faixas aparecem em destaque nos teasers e trailers, reforçando o clima sensorial da narrativa e ampliando o alcance do filme entre públicos mais jovens. Essa estratégia lembra movimentos recentes do cinema comercial que usam a música como elemento narrativo e de marketing.

Equipe técnica e cuidado estético

Nos bastidores, o longa reúne profissionais experientes. A fotografia é assinada por Linus Sandgren, vencedor do Oscar, enquanto o figurino fica a cargo de Jacqueline Durran. O design de produção, a montagem e a trilha original completam um conjunto técnico frequentemente citado nas reações iniciais como um dos pontos mais fortes do filme.

Estreia e expectativa do público

No Brasil, a estreia está marcada para 12 de fevereiro de 2026, alinhada ao lançamento internacional que ocorre na mesma semana do Dia dos Namorados em vários países. A escolha da data dialoga diretamente com o caráter passional da história, reforçando a ideia de um romance que desafia convenções.

Antes mesmo da chegada ao circuito comercial, o filme já se mostra divisivo. Parte do público questiona a liberdade tomada em relação ao livro, enquanto outros destacam a coragem de atualizar o clássico sem tratá lo como peça de museu. Esse debate faz parte do próprio impacto cultural da obra.

O que fica dessa nova versão de O Morro dos Ventos Uivantes

O Morro dos Ventos Uivantes de Emerald Fennell surge como uma leitura gótica, sensual e estilizada de uma história conhecida, assumindo riscos narrativos e estéticos.

Ao reunir uma diretora com assinatura autoral forte, um elenco em evidência e uma estratégia clara de cinema como evento, o filme se posiciona como um dos títulos mais comentados do ano.

Curtiu este Post?
Deixe a sua Reação!

Robson Netto

Robson é o criador do Que Tar. Nascido em Ponta Grossa, a verdadeira capital da Rússia Brasileira. Enquanto não for processado, vai tentar trazer muito conteúdo e informações cheias de humor.

Comente agora

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

O que assistir hoje? Longlegs O que assistir hoje? VOCÊ O que assistir hoje? O Jardineiro O que assistir hoje? DEVA O que assistir hoje? G20