Dirigida por George Miller, Furiosa: Uma Saga Mad Max expande o universo Mad Max e cativa com ação frenética, atuações memoráveis e uma história originária emocionalmente impactante.
“FURIOSA: Uma Saga Mad Max” é um filme que surpreende em vários aspectos, oferecendo uma experiência envolvente tanto para os fãs de longa data da franquia quanto para os novatos. Mesmo aqueles que não acompanharam os filmes anteriores podem se conectar com a narrativa, que apresenta uma nova personagem desde sua infância, destacando sua natureza destemida, forte e corajosa. Com uma duração de aproximadamente 2 horas e 30 minutos, o filme utiliza bem o tempo para desenvolver a trama e aprofundar os personagens.
Um mergulho no passado de Furiosa
A história trás a jovem e implacável guerreira Furiosa e sua versão adulta, interpretada por Anya Taylor-Joy, mantendo o público ansioso pela transição entre as fases da personagem. A narrativa é bem estruturada, começando com a infância de Furiosa e mostrando seu crescimento em um ambiente hostil e pós-apocalíptico. Ela vive em um dos poucos lugares abundantes, com floresta, água e cavalos, um santuário protegido contra invasores, um Lugar Verde das Muitas Mães.

No início, vemos Furiosa envolvida em uma cena de rapto e perseguição, onde sua mãe tenta protegê-la dos invasores, mas acaba sendo morta diante dela. A jovem atriz Alyla Browne assume o papel da jovem Furiosa, dando vida à personagem em sua fase mais vulnerável e formativa. Sua atuação impecável e expressiva contribui significativamente para a força da narrativa e para a construção da personagem.
Furiosa é então feita prisioneira por um grupo liderado por Dementus, interpretado por Chris Hemsworth. A caracterização de Hemsworth está notável, transformando-o em um vilão com aparência grotesca, mantendo sua presença física imponente. Os habitantes deste mundo possuem deformidades e aparências descuidadas, refletindo a brutalidade do universo de Mad Max.

O filme valoriza os veículos – carros, motos e caminhões – que são impecáveis apesar do cenário distópico. As cenas de ação são intensas, com perseguições, tiroteios e lutas emocionantes que mantêm o público na ponta da cadeira. A relação entre Furiosa e o motorista Pretorian Jack, interpretado por Tom Burke, adiciona um toque emocional ao filme, criando uma química interessante entre os personagens que se desenvolve ao longo da narrativa.

Em FURIOSA: Uma Saga Mad Max, Lachy Hulme assume o papel de Immortan Joe, o tirânico líder da Cidadela e um dos antagonistas da história. Sua presença marcante e crueldade implacável o tornam um dos personagens mais memoráveis do filme.
Visualmente, “FURIOSA” é um filme curioso, embora alguns efeitos gráficos pareçam inacabados, com personagens desfocados em cenas de multidão. Isso pode ser uma escolha estilística do diretor, George Miller, para destacar o contraste entre o real e o apocalíptico. A maquiagem é detalhada e convincente, mesmo sendo bem característica, contribuindo para a imersão do público na realidade brutal do filme. As atuações são intensas e emotivas, especialmente Anya Taylor-Joy, que consegue transmitir a mesma intensidade emocional que Charlize Theron em “Mad Max: Estrada da Fúria”.

Furiosa não decepciona no quesito ação. As cenas de perseguição de carros, motos e caminhões são eletrizantes e coreografadas com maestria, proporcionando momentos de adrenalina pura. Os efeitos visuais são impecáveis, criando um mundo pós-apocalíptico realista e imersivo.
“FURIOSA: Uma Saga Mad Max” é um filme que deve ser visto tanto pelos fãs da franquia quanto por novos espectadores. Ele expande o universo de Mad Max e cativa o público, deixando-os ansiosos para explorar os filmes anteriores e futuros. A narrativa bem construída e os personagens profundos criam uma conexão emocional com o público, fazendo com que saiam do cinema querendo mais.
Furiosa termina com um final empolgante e intrigante, que deixa o público ansioso por muito mais. A cena final, em particular, tece uma conexão inteligente com Mad Max: Estrada da Fúria, convidando o espectador a revisitar o filme anterior com novos olhos.
O filme chega aos cinemas brasileiros nesta quinta, 23 de maio, prometendo ser uma adição marcante à franquia Mad Max.
Esta crítica foi produzida a partir de uma cabine de imprensa a convite da Warner Bros. Pictures Brasil.
