Drama histórico Corações Naufragados encerra filmagens em Sergipe e revisita ataques do U-507, com Olivia Torres e William Nascimento.
A nova produção do cinema brasileiro, Corações Naufragados, encerrou suas filmagens em 6 de novembro, após pouco mais de um mês de trabalho em diversas locações de Sergipe.
A produção da WG Produções reúne um elenco numeroso, com nomes conhecidos da TV e do cinema, e traz direção de Caco Souza, que retoma o mergulho em recortes históricos brasileiros. O roteiro e a produção executiva ficam sob responsabilidade de Cacilda de Jesus, que já explorou narrativas de memória e identidade em projetos anteriores.
O longa revisita os ataques do submarino alemão U-507, que atingiu a costa sergipana em 1942 durante a Segunda Guerra Mundial. Para reconstruir o episódio, a equipe filmou em ambientes que guardam parte da história do estado. Em São Cristóvão, a produção ocupou o Convento São Francisco, conjunto arquitetônico dos séculos XVII e XVIII que abriga o Museu de Arte Sacra.
Em Aracaju, os trabalhos ocorreram no Palácio Carvalho Neto, sede do Arquivo Público de Sergipe, e no Palácio-Museu Olímpio Campos, edifício que concentrou o governo estadual até a década de 1990. A equipe também gravou no Terminal Marítimo Inácio Barbosa, na Barra dos Coqueiros, e encerrou os trabalhos na Praia do Saco, em Estância, local que acolheu náufragos dos ataques em 1942.
O elenco reúne Olivia Torres, William Nascimento, Gabi Britto, Wagner Santisteban, Mina Nercessian, Daniel de Oliveira, Dalton Vigh, Domingos Antonio, Leonardo Medeiros e dezenas de intérpretes sergipanos que integram o conjunto da produção. A presença de tantos artistas da região marca um dos objetivos do projeto: reforçar Sergipe como polo cinematográfico e valorizar profissionais locais.
Para os atores, a experiência de gravação trouxe a chance de contato direto com lugares onde os eventos reais ocorreram. Wagner Santisteban destacou a oportunidade de trabalhar em um estado que raramente aparece no circuito audiovisual nacional e relatou que a convivência com técnicos e artistas sergipanos fortaleceu o sentido de colaboração.
Gabi Britto, que nasceu em Sergipe, ressaltou o impacto de ver seu estado na tela enquanto interpreta uma personagem inserida em um dos momentos mais tensos do litoral nordestino.
Na trama, o público acompanha Lucinda Camargo (Olivia Torres), jornalista que escreve sob pseudônimo masculino até assumir sua identidade em meio ao período de repressão política do Estado Novo. A personagem cruza caminho com Francisco da Silva (William Nascimento), capitão da Marinha e líder clandestino de resistência ao nazismo. A relação entre os dois cresce enquanto o Brasil tenta lidar com a escalada de violência que atinge navios mercantes e altera o rumo da guerra para o país.
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Os ataques do U-507 resultaram na morte de mais de 600 civis e influenciaram decisões políticas que levaram o Brasil a integrar o conflito.
Filmado majoritariamente em locações reais, Corações Naufragados pretende ampliar o diálogo entre cinema, memória e identidade nacional. Com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual, a equipe planeja circular por festivais dentro e fora do país antes da chegada às plataformas e ao circuito comercial.
Quando estreia?
A previsão é que Corações Naufragados chegue aos cinemas brasileiros em 2026.
Com informações da assessoria.
